Especialistas orientam sobre prevenção de acidentes em caso de neblina
// julho 22nd, 2010 // Comentários desativados // Releases, Sem categoria
Uma pessoa morreu e três ficaram feridas, no dia 16 de junho, em um engavetamento na Rodovia Presidente Dutra, em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo. Na mesma região, do outro lado da estrada, 13 veículos, entre eles uma carreta, três caminhões e três carros, incluindo uma viatura policial, colidiram em um novo engavetamento, considerado histórico pela Polícia Rodoviária Federal.
A má visibilidade ocasionada pela neblina foi a principal responsável por esses acidentes. De acordo com especialistas do Centro de Prevenção a Acidentes (CEPA), embora não seja possível precisar o número de ocorrências diretamente associadas à neblina, é observado um aumento significativo no número de colisões. Por isso, a orientação é prevenir-se.
Risco
Os especialistas em segurança no trânsito explicam que uma das causas mais perigosas de colisões no trânsito rodoviário, ou em vias rápidas em geral, é o engavetamento.
“Engavetamentos geralmente ocorrem por erro ou imprudência de um ou mais motoristas. Porém a presença de neblina amplia o risco e deve ser advertido e controlado pelos usuários da via pública”, afirma o gerente de consultoria do CEPA, Dennys Riper.
Prevenção
Segundo Riper, é preciso adotar um comportamento preventivo, elevando o grau de atenção mental e visual ao dirigir em vias rápidas em geral.
O gerente afirma que, nestas áreas, o condutor deve observar e agir com suficiente antecipação a fim de reduzir riscos. Riper destaca as seguintes recomendações:
- - Observar a condição do trânsito e estimar o espaço livre disponível à sua frente;
- Ligar os faróis baixos e de neblina imediatamente (se é que ainda não os utiliza sempre ligados ao dirigir por estradas e rodovias);
- Ficar atento a distância dos veículos que trafegam à frente e atrás;
- Reduzir a velocidade lenta e progressivamente, evitando frenagens bruscas, antes de se aproximar da área com visibilidade reduzida;
- Conferir o espaço disponível à frente e reduzir a velocidade conforme necessário para manter um espaço de segurança frontal;
- Guardar um espaço frontal livre em que seja possível enxergar claramente uma extensão de pista igual à metade do valor da sua velocidade de circulação, por exemplo, a 30 Km/h a distância de segurança frontal deve ser de no mínimo 15 metros.
“Se a condição de visibilidade não permite visualizar claramente a linha de divisão de fluxos opostos (eixo da pista) ou linha de divisão de fluxos no mesmo sentido (faixa da esquerda), o condutor deve interromper sua viagem. Recomendamos procurar um local seguro para estacionar o veículo e aguardar uma melhora nas condições de visibilidade. Lembre-se que o acostamento não é um local seguro para estacionar o veículo nestas condições”, acrescenta Dennys Riper.
Faróis Altos
Riper afirma que faróis altos podem prejudicar ainda mais a visibilidade em caso de neblina. “Por sua altura e intensidade, o farol alto reflete nas gotículas de água em suspensão que formam o banco de neblina (nevoeiro). Isso ocasiona maior perda de visibilidade frontal para o condutor”, diz o especialista.
Para Riper, o ideal é dispor de autênticos faróis de neblina, pois sua altura máxima – de 30 cm acima da pista – oferece maior eficácia se comparado ao farol baixo.
Os faróis baixos, por sua vez, devem ser usados conforme a regulagem original de fábrica. Porém, se a altura dele estiver acima das especificações, isso poderá ser prejudicial em caso de neblina.
A regulagem da altura e do foco dos faróis deve ser verificada pelo menos uma vez ao ano ou sempre que outra ocorrência exigir nova regulagem.
Os faróis baixos devem ser utilizados sempre, particularmente em caso de neblina, pois tão importante quanto ver é ser visto pelos demais usuários, especialmente ao trafegar por estradas com pista simples e mão dupla.
Sem parar
Ao se deparar com uma situação de neblina intensa, onde não é possível parar o veículo com segurança, o motorista também deve seguir orientações importantes segundo o gerente do CEPA, Dennys Riper:
- - Trafegar pela faixa da direita, utilizando a linha de bordo (linha lateral que separa a faixa de rolamento do acostamento) como referência;
- Manter-se afastado da linha de divisão de fluxos opostos (eixo da via), principalmente nas curvas;
- Não se aproximar do veículo que trafega à sua frente nem realizar ultrapassagens;
- Não trafegar pelo acostamento. Caso seja obrigado pelas circunstâncias, a velocidade não poderá ultrapassar a de um pedestre caminhando e deverá retornar à faixa de rolamento assim que possível;
- Se o tráfego à frente obrigar o motorista a circular em baixíssima velocidade ou parar, recomenda-se ligar o pisca alerta e guardar um espaço livre frontal de pelo menos 15 metros.


