Ao contrário do que muita gente pensa, a medicina reprodutiva também pode ser uma grande aliada de casais sem problemas de fertilidade, mas que enfrentam outras situações como, por exemplo, doenças genéticas e infecto-contagiosas. Nestes casos, as técnicas de reprodução assistida podem ajudar essas pessoas a terem bebês sem a doença.
De acordo com o médico especialista em medicina reprodutiva, Cristiano Eduardo Busso, um casal cujo homem seja infectado pelo vírus d hepatite tipo C ou mesmo pelo HIV, tem uma boa chance de gerar um bebê sem a infecção utilizando a fertilização in vitro.
Já no caso de casais que tem síndromes genéticas como a hemofilia ou alguns tipos de distrofia muscular podem recorrer à fertilização como uma forma de impedir a propagação da doença. “Neste grupo, podemos realizar o exame de PGD (Diagnóstico Genético Pré-implantacional) no embrião e escolher um que não tenha o gene da doença para transferir para o útero da mãe, ou mesmo escolher o sexo que não tem a chance de desenvolver a doença”, disse.
No entanto, o especialista alerta que escolher o sexo do bebê somente é permitido nos casos em que há risco da criança desenvolver alguma enfermidade relacionada ao sexo, como por exemplo, a hemofilia que somente afeta homens, embora as mulheres sejam portadoras do gene da doença. “Escolher o sexo do bebê em qualquer outra situação é antiético”, afirma.