Estudo desenvolvido pelo Dr. Cristiano Busso no Instituto Valenciano de Infertilidade, na Espanha, demonstrou que uso de um medicamento pode reduzir o risco de Síndrome do Hiperestímulo Ovariano
Um estudo desenvolvido pelo especialista em reprodução humana da Clínica Mater, Dr. Cristiano Eduardo Busso, e apresentado no 24º Congresso Anual da Sociedade Européia de Reprodução Humana, demonstrou que o uso do medicamento quinagolida, pode reduzir consideravelmente o risco de Síndrome do Hiperestímulo Ovariano (SHO).
Com taxa de incidência de aproximadamente 20%, a SHO é a complicação mais freqüente e temida entre as mulheres que realizam tratamentos para infertilidade. O problema, que é mais comum entre mulheres jovens, portadoras de Síndrome do Ovário Policístico (SOP) e com baixo índice de massa corporal, pode causar hospitalização e, em casos raros, morte.
Durante um ano, Dr. Cristiano selecionou 182 pacientes, que faziam parte do grupo com maior risco de desenvolver a SHO e avaliou a diferença da taxa de incidência entre as que tomaram ou não doses diárias do medicamento.
Ao término da pesquisa, o médico constatou que as Apacientes que utilizaram o medicamento tiveram uma redução de 50 a 75% na incidência de SHO.
Além disso, os índices de sucesso de gravidez não foram afetados pela ingestão do medicamento.
De acordo com Dr. Cristiano, os resultados do estudo são positivos, pois demonstram que com a utilização de medicamentos e realização de acompanhamento adequado é possível reduzir os riscos e desconfortos que os tratamentos para infertilidade podem causar, sem comprometer as taxas de sucesso.
Ainda de acordo com o médico, a quinagolida, não está disponível no Brasil, mas há outros medicamentos que fazem parte da mesma família da droga usada no estudo, que podem ser usados com taxas similares de eficácia.