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Releases Hospital Vivalle
[12/05/09 ]
20% das mortes por politraumatismo ocorrem após o período considerado mais crítico


Considerada a 3º causa de morte na população em geral, ficando atrás somente das doenças cardiovasculares e cânceres, os  politraumatismos requerem atendimento médico rápido e especializado, além de um rigoroso acompanhamento nos dias subseqüentes ao acidente.

Nos politraumatizados graves que falecem, cerca de 50% das mortes acontecem no momento do trauma, 30% entre a 1ª e a 2ª hora, período conhecido como Golden Hour, no entanto, 20% dos óbitos ocorrem devido às chamadas complicações tardias, que surgem nas semanas posteriores ao acidente, como, por exemplo, as infecções graves, pneumonias e falências múltiplas de órgãos.

De acordo com o cirurgião do Hospital Vivalle, Dr. Rodrigo Bruno, no período de observação hospitalar, é fundamental que após os primeiros socorros a pessoa seja acompanhada por um cirurgião e por uma equipe de apoio adequadamente preparada para minimizar os riscos. “O cirurgião tem a formação direcionada para isso, portanto é o profissional mais bem preparado para atender qualquer intercorrência e monitorar a evolução do quadro clínico do paciente, bem como a necessidade de atendimento especializado”, disse.

No Hospital Vivalle, por exemplo, os pacientes vítimas de politrauma, desde a entrada até a alta, são acompanhados por um cirurgião e por uma equipe de enfermagem capacitada para este tipo de atendimento. No primeiro atendimento seguem o protocolo do ATLA (Advanced Trauma Life Suport) adotado pela Sociedade Americana de Cirurgia, e nas próximas horas mantém uma observação rigorosa até a alta.

Atendimento ao politraumatizado em São José dos Campos – como as principais causas de politrauma são acidentes de trânsito e violência urbana, normalmente, as vítimas são atendidas inicialmente pelo Corpo de Bombeiros e pelo SAMU, que as direciona ao Hospital Municipal que é o centro de referência para esse tipo de atendimento. Posteriormente, quando o quadro clínico já está estabilizado, o paciente pode ser transferido para outra unidade hospitalar pública ou privada para cumprir o período de observação e continuar o tratamento.

Embora a referência para primeiro atendimento ao politraumatizado seja o Hospital Municipal, todos os demais devem estar prontos para receber esse tipo de paciente. “A maior parte dos pacientes politraumatizados que recebemos são jovens, vítimas de acidente de trânsito, transferidos para cá somente para cumprir a observação hospitalar e continuar o tratamento, mas estamos preparados também para os primeiros atendimentos ao politraumatizado”, afirma Dr. Rodrigo.

 

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